segunda-feira, 30 de maio de 2011

SAAF - Síndrome de Anticorpos Antifosfolípides

A SAAF, do ponto de vista reprodutivo, é uma trombofilia auto-imune, isto é, é uma patologia em que há a produção de anticorpos (elementos responsáveis pela defesa do organismo) contra o próprio corpo. Assim, esses anticorpos podem agir contra determinadas partes do organismo, como o próprio embrião.
A SAAF pode provocar tromboses de artérias ou veias, o que pode levar a abortamentos de repetição, perdas gestacionais precoces e graves problemas gestacionais, como partos prematuros devido à pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia ou insuficiência placentária grave.
O diagnóstico desta patologia é dado pela presença de altos níveis destes anticorpos no sangue e pelo histórico de perdas gestacionais ou episódios de tromboses arteriais ou venosas em qualquer tecido ou órgão do corpo.
O tratamento baseia-se no uso de medicações, desde o início da gestação, que diminuam a resposta imunológica do organismo e que evitem os efeitos deletérios de uma trombose arterial ou venosa nos vasos placentários. Medicações, como: AAS, heparina e corticóides. Muito embora, existam controvérsias na literatura médica sobre o uso ou não destas medicações, essas são atualmente as únicas alternativas que existem para o tratamento desta temível patologia.
Deve-se, sempre, suspeitar desta patologia, em casos de perdas gestacionais consecutivas, o que caracteriza um tipo de infertilidade, a chamada infertilidade secundária, em que se consegue a gravidez normalmente, mas não se consegue manter esta gravidez até o termo.
Quanto mais se suspeita desta patologia, mais chance de diagnosticá-la. O grande problema é que muitas vezes a paciente percorre um caminho longo demais antes de  chegar a este diagnóstico e isso  resulta em fracassos sucessivos e em uma perda de tempo que muitas vezes pode ser crucial para sua fertilidade, devido ao fator idade.
Recentemente, em 2011, diagnostiquei dois casos de SAAF, uma paciente tinha tido quatro abortamentos anteriores e a outra uma perda gestacional tardia (com oito meses) e após um pré-natal com o uso de todas as ferramentas necessárias para se evitar uma nova perda, o objetivo foi alcançado, e ambas, hoje, são mães.
LUTA PELA FERTILIDADE!!!!

domingo, 1 de maio de 2011

Ayrton Senna


Há 17 anos, morria um dos maiores esportistas de todos os tempos, Ayrton Senna.

Um homem que lutava por seus objetivos com uma garra e determinação incríveis, que tinha orgulho de ser brasileiro e que não desistia nunca.

Um piloto, um atleta, um brasileiro, um lutador.

Uma frase do grande campeão demonstra todo o seu caráter :

"Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo".


Bons Tempos!!!!

Não menstruar faz mal?

Com os modernos tipos de anticoncepção, surgiu uma questão que preocupa tanto a médicos quanto a pacientes. Usar métodos anticoncepcionais que evitam a menstruação ou usar anticoncepcionais continuamente pode causar algum problema de saúde?
Hoje, sabe-se que evitar a menstruação por qualquer período, seja de meses ou anos, não provoca problema algum. A fertilidade não é alterada e nenhuma doença é provocada pela ausência da menstruação. Pelo contrário, o ato de não menstruar traz benefícios, como: redução de sintomas de TPM (tensão pré-menstrual), redução de cólicas menstruais, menos risco de desenvolver anemia, menos gastos financeiros (pela não necessidade de uso de absorventes), além de uma maior comodidade. Para muitas mulheres, não menstruar é uma conquista da modernidade, com a correria dos dias atuais, com a inserção total da mulher no mercado de trabalho, a possibilidade de não menstruar evita contratempos incompatíveis com as exigências do dia-a-dia.
Portanto, a amenorréia, termo médico para a ausência de menstruação, pode ser hoje utilizada por longos períodos sem trazer prejuízos para a saúde da mulher. Não existem evidências científicas que contra-indiquem esta prática, devendo-se logicamente respeitar as particularidades do uso de quaisquer métodos contraceptivos.