quinta-feira, 7 de julho de 2011

Hiperprolactinemia e Endometriose - Descobertas Recentes

Em recente estudo num dos mais renomados jornais de medicina reprodutiva do mundo, Fertility and Sterility, uma publicação da ASRM (American Society of Reprodutive Medicine), foi evidenciado que medicações utilizadas para o tratamento de hiperprolactinemia (uma alteração endocrinológica que produz em excesso o hormônio prolactina, que é responsável pela produção do leite no pós-parto e que fora deste período pode provocar dificuldade para engravidar ou infertilidade) podem ter efeito benéfico em diminuir ou fazer desaparecer lesões pélvicas de endometriose, uma doença relacionada com dor pélvica crônica e infertilidade também.
O grande beneficio seria utilizar essas medicações como controle da endometriose, podendo usá-las por longos períodos, sem causar efeitos colaterais de hipoestrogenismo (queda dos níveis de estrógenos, efeito colateral presente em algumas drogas utilizadas para tratar a endometriose). Servindo, assim,  como mais uma opção para o tratamento a longo prazo de uma doença que ainda não possui a droga ideal para seu controle e tratamento.
Essas drogas utilizadas no tratamento da hiperprolactinemia são agonistas dopaminérgicos, ou seja, estimulam a liberação da dopamina, um hormônio que inibe o excesso de prolactina e que inibe a proliferação de vasos sangüíneos na lesão por endometriose. Assim, com a diminuição da irrigação sangüínea, as lesões não recebem suprimento adequado e diminuem ou simplesmente desaparecem.
Essas descobertas ainda são recentes, mas importantes e promissoras, como uma nova alternativa de tratar e controlar a endometriose e assim diminuir a incidência de dores pélvicas crônicas e  reduzir as taxas de infertilidade, surgindo como uma possível alternativa futura para tratar uma das principais doenças relacionadas à infertilidade, a endometriose. Contudo, serão necessários novos estudos para confirmar e determinar a real utilidade destas drogas no futuro.

4 comentários:

  1. Nossa, que boa notícia! Desejo mesmo que isso dê certo. Nós que fazemos tratamento para a endometriose durante muito tempo suspendendo a menstruação que, diga-se de passagem, é ótimo para nós portadoras, sentimos, por outro lado, grandes e indesejáveis efeitos colaterais devido à queda dos níveis de estrógenos. Maravilhosa notícia! Abraços.

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  2. Realmente essa é uma notícia incrível e com certeza novas drogas e descobertas acontecerão nos próximos anos.....

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  3. Dr Daniel Diogenes sou de Goiania -Goias estou muito triste pois fui ao meu medico e ele me desanimou , por favor preciso de ajuda pois me senti muito enfraquecida. O meu exame de CA 125 esta de 90,2 e a RESSONANCIA MAGNETICA com seguinte resultado : Sinais de endometriose retrouterina com indicios de invasão do miometrio na parede posterio do corpo do utero , aderencias envolvendo a trompa uterina e o ovario direit e em menor grau , de forma discreta , com o reto o qual não apresenta sinais de invas~so definitiva . Ooforectomia esquerda . Ainda resta um exame chamado ENEMA - OPACO para fazer que o proctologista pediu , mas o genicologista que estou tratando disse que não fará minha cirurgia , pois é muito complicada e que eu procurasse o proctologista pra ver o parecer dele , mas no meu caso ele indicaria a cirurgia em São Paulo onde há pessoas especializadas , mas minha condição finaceira é dificil . Alguem já passou por situação parecida? Apos ouvir essas palavras , fiquei pensando será que em outras palavras ele não quis me dizer que no meu caso não adianta mais tentar uma cirurgia ? Que já passou da hora . Pela amor de DEUS me ajudem , estou perdida e sem forças para lutar .

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  4. Em resposta à Prof. Deuselina.
    Olá, você provavelmente tem endometriose grave (grau 4). Com certeza várias pessoas já passaram por esta situação e foram tratadas com sucesso, mas tudo depende do seu quadro clínico e do que você deseja.

    Antes de definir o que, realmente, fazer, você precisa me responder algumas perguntas.

    Quantos anos você tem? Você deseja engravidar? Você já tem filhos? Você tem dor pélvica forte, importante e incapacitante?
    Pois para definir o que fazer, é preciso saber o que você sente e o que você planeja para seu futuro. Me responda estas perguntas e poderei lhe ajudar mais.
    Abraço

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