quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Toxoplasmose na Gestação


Essa semana realizei uma parto de uma paciente que apresentou toxoplasmose na gravidez, por ser uma doença não tão comum, praticamente desconhecida do público em geral e que pode acarretar graves danos fetais, resolvi escrever um pouco para esclarecer mais sobre esta temível patologia
A toxoplasmose é uma doença provocada por um protozoário, o Toxoplasma gondii, transmitido para nós, seres humanos, através das fezes de gatos. Fora da gestação, a toxoplasmose provoca sintomas que se assemelham a uma virose, podendo ser até assintomática. Entretanto, na gestação, a toxoplasmose pode provocar graves malformações fetais, como: surdez, cegueira, retardo mental, malformações cerebrais, entre outras, especialmente quando a contaminação ocorre nos primeiros três meses de gestação. Quando a gestante já teve contato com a toxoplasmose antes da gravidez, ela apresenta-se imunizada e fica, portanto, resistente à doença, podendo entrar contato com o toxoplasma sem problemas. Por outro lado, a gestante que nunca teve contato com o toxoplasma, tem que ter certos cuidados para evitar uma contaminação.
Cuidados, como : evitar contato com gatos e cães, evitar ingerir alimentos mal cozidos, mal assados ou crus, evitar manusear terra (cultivo de plantas) e evitar lavar frutas ou verduras sem luvas (os alimentos podem estar contaminados) e quando ingerir frutas e verduras,estas tem que estar sempre bem lavadas.
A toxoplasmose tem tratamento na gravidez, tanto quando o feto encontra-se contaminado, para evitar a doença fetal, como também para evitar a contaminação fetal, quando somente a mãe está contaminada.
É, portanto, fundamental a solicitação do exame para toxoplasmose na gravidez e se possível sua repetição a cada 03 meses até o fim da gravidez, como forma de evitar os terríveis danos fetais.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pólipos Uterinos x Fertilidade



Os pólipos uterinos são proliferações da camada interna uterina, podendo ser endometriais ou endocervicais dependendo da sua localização, se surgem na região endometrial (local de implantação do embrião) ou no colo uterino, respectivamente. Essas proliferações ocorrem devido ao estímulo hormonal, sobretudo de estrógeno, próprio de cada mulher.

Surgem geralmente após a quarta década de vida, mas podem surgir antes e diminuir, por exemplo, a fertilidade. Os pólipos são na imensa maioria das vezes estruturas benignas, que no entanto, podem sofrer processos de malignização.

Os principais sintomas são sangramentos excessivos e irregulares, dores menstruais e infertilidade. Todos esses sintomas estão ligados à posição do pólipo, sobretudo quando este se encontra no endométrio.

O endométrio é a região onde o embrião se implanta, a presença do pólipo funciona como um obstáculo a esta implantação. Assim, esta é uma causa determinante quando presente, de infertilidade. Da mesma forma, pela posição intra-uterina, o pólipo provoca mais dor e sangramento menstrual.

A retirada dos pólipos endometriais se faz de maneira rápida, simples e eficaz, por histeroscopia, uma pequena cirurgia por vídeo, minimamente invasiva, sem cortes. Já os pólipos endocervicais podem muitas vezes ser retirados com uso de pinças durante uma prevenção ginecológica.