domingo, 11 de março de 2012

Uso de laptops e celulares X Qualidade dos espermatozóides

Em recente estudo realizado na Escola Médica de Eastern Virginia, nos Estados Unidos e publicado na revista da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (Fertility and Sterility -ASRM), observou-se a relação entre o uso de computadores portáteis e celulares com alterações na fertilidade masculina.

Estudos anteriores já evidenciavam a relação negativa entre o calor produzidos por esses aparelhos eletrônicos e a fertilidade masculina, verificou-se, agora,  que não só o calor, mas a emissão de ondas eletromagnéticas por laptops e celulares pode provocar alterações nos espermatozóides, especialmente quando esses aparelhos são posicionados próximo à área genital (leia-se colo e bolso).

Essas alterações afetariam a movimentação dos espermatozóides (motilidade), os tornando mais lentos e até imóveis. Além disso, foi observado um maior índice de fragmentação do DNA, isto é, as ondas eletromagnéticas alterariam diretamente DNA da célula, alterando toda a estrutura do espermatozóide.

Verificou-se, ainda, que quando conectados a uma rede WI-FI, a produção de ondas eletromagnéticas é maior e portanto parece ter o poder de produzir mais alterações. Como, nos dias atuais, a grande maioria das conexões de internet é realizada usando WI-FI, o problema parece ser maior ainda.

Este parece ser o primeiro estudo que relaciona a ocorrência de alterações espermáticas devido à produção de ondas eletromagnéticas de aparelhos eletrônicos, e não somente à temperatura elevada produzida por computadores e celulares.

Esta descoberta pode, assim , justificar, em parte, o crescente declínio na fertilidade masculina que vem sendo observado na última década, uma realidade do mundo moderno, que precisamos aprender a lidar melhor.

2 comentários:

  1. Dr. Daniel, apos a leitura de sua publicaçao sobre tal descoberta, fico preocupada se esses aparelhos teriam influencia tambem na mulher. Minha duvida tem sentido? Grande abraço, Joraya.

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  2. Oi Joraya. Os estudos se referem muito ao potencial maléfico em espermatozóides, esses seriam bem mais afetados que os óvulos, devido a forma com que os espermatozóides são produzidos, onde eles são produzidos e o caminho que o espermatozóide tem que fazer para chegar ao óvulo. Acha-se que as principais alterações nos espermatozóides ocorram entre o epidídimo, porção inicial trato genial masculino, e o meio externo. Seria um caminho mais longo e mais exposto, que o do óvulo, que fica no interior do ovário e portanto do corpo até a hora final da ovulação, enquanto o espermatozóide permanece em um sistema de túbulos fora do corpo, no saco escrotal, muito mais exposto.
    Porém sua dúvida é pertinente e eu não descarto que alterações possam ocorrer a nível de óvulos.
    Abraço

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