segunda-feira, 23 de julho de 2012

Atividade física e suas relações com a fertilidade feminina


Em recente estudo realizado em conjunto pela Universidade de Boston, em Massachusetts nos EUA e pela Universidade de Aarhus na Dinamarca, que foi publicado em maio deste ano pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) na sua publicação oficial, Fertility and Sterility, avaliou-se a influência da atividade física na fertilidade de mulheres no período fértil (foram avaliadas mulheres entre 18 e 40 anos). 


Em concordância com diversos estudos anteriormente publicados, esse estudo demonstrou que a prática de atividades físicas está relacionada com um aumento da fertilidade feminina, entretanto, este estudo demonstrou um dado bastante curioso, refere-se ao fato de que o excesso de atividade física pode reduzir a fertilidade da mulher, enquanto uma atividade física moderada aumentaria a fertilidade. 
Assim, atividades físicas extenuantes e rotineiras, como: corrida e ciclismo podem prejudicar e não ajudar a mulher a engravidar. 
Evidências antigas, sempre, demonstraram haver maiores índices de subfertilidade ou infertilidade em mulheres atletas (submetidas a uma intensa carga de atividade física).

Segundo esta pesquisa somente uma prática moderada de exercícios físicos teria um impacto positivo sobre a fertilidade feminina, devendo-se portanto evitar a prática exagerada de exercícios físicos. Mais ainda, segundo os dados obtidos nesta pesquisa, a fecundidade feminina diminui se a mulher realiza mais de cinco horas de atividade física semanal, seja ela de moderada ou forte intensidade, levando à seguinte conclusão: quanto maior o número de horas praticando atividade física, menor a fecundidade. Logicamente, esses dados são resultados desta pesquisa e futuros estudos são necessários para obter-se conclusões mais sólidas, muito embora, existam estudos que já demonstrem uma taxa de sucesso menor em ciclos de fertilização in vitro realizados em mulheres que realizam atividades físicas extenuantes.

Esses dados nos levam a crer que uma atividade física balanceada é a ideal para a mulher que deseja engravidar. 
Entretanto, em mulheres com sobrepeso ou obesas, parece que qualquer intensidade de atividade física contribui para uma melhoria da fertilidade, a redução de peso, consequentemente, tornaria a mulher mais fértil, por proporcionar mais ciclos ovulatórios, entre outros benefícios.
Em resumo, mulheres com peso dentro do limite da normalidade devem realizar atividades físicas com moderação, enquanto que, mulheres acima do peso podem realizar exercícios em quaisquer intensidade, ou seja, o que parece contar mais para a fertilidade é o perfeito equilíbrio entre boa forma física e uma prática adequada de exercícios físicos. 

Portanto, manter a saúde física em ordem parece ser determinante para manter uma boa fertilidade.

Pratiquem atividade física com equilíbrio.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Malefícios do tabagismo frente à Fertilidade Humana

Apesar da queda vertiginosa no consumo de cigarros nas últimas décadas (a estatística norte-americana demonstra uma queda de 42% para 21% de 1965 até 2006), 21% da população ainda representa uma parcela importante e uma parte desta parcela, com certeza, está tentando engravidar.
Estudos demonstram uma queda importante das taxas de gravidez e nascimentos e um aumento das taxas de abortamento nas pacientes fumantes, seja em ciclos naturais ou em ciclos de reprodução assistida, como na fertilização in vitro. 

Uma recente revisão feita pela Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) em 2009 confirmou todos esses achados, demonstrando uma queda pela metade na taxa de nascimentos e um aumento de 265% nas taxas de abortamento.

Os efeitos negativos do tabagismo afetam, também, as mulheres expostas à fumaça de cigarros dos seus companheiros, as chamadas fumantes passivas. 


Em estudo publicado em 2011 pela ESHRE, nesse grupo específico de mulheres, foi demonstrado um aumento de 52% no risco de falha de implantação nos ciclos de fertilização in vitro, além de uma diminuição de 25% na chance de nascidos vivos.

Não se pode esquecer, logicamente, os efeitos negativos do tabagismo em homens, onde as evidências são claras e fortes. Os espermatozóides podem sofrer alterações em número, forma e movimentação, levando a uma diminuição da capacidade de fertilização dos mesmos, ou seja, em homens, o tabagismo também pode provocar diminuição da fertilidade.

Assim, mulheres tentando engravidar devem parar de fumar, assim como seus parceiros, e as fumantes passivas devem parar de ter o contato com  a exposição crônica ao tabaco.

Em resumo, tabagismo e fertilidade são opostos que não se atraem.

sábado, 7 de julho de 2012

Como a varicocele pode afetar a fertilidade masculina?

O termo varicocele designa a presença de veias dilatadas (varizes) na região testicular, caracteriza-se pela dilatação das veias do chamado plexo pampiniforme. 
É uma das mais conhecidas patologias causadores de problemas na fertilidade masculina. 
Ocorre com uma frequência de 20 % na população geral, em cerca de 40% nos homens com infertilidade primária (aqueles sem filhos) e chega a números altíssimos em homens com infertilidade secundária (aqueles que já têm filhos), atingindo cerca de 75 a 81% destes homens. 
Ocorre mais comumente do lado esquerdo, por uma questão anatômica e em geral se manifesta após a puberdade.

Nem todos os homens com varicocele têm infertilidade, mas a varicocele pode atrapalhar muito quem deseja uma gravidez.
Os mecanismos envolvidos na alteração da fertilidade, que é provocada pela varicocele, são inúmeros e multifatoriais.
Temos, pela dilatação das veias, um aumento da temperatura testicular, devido à estase sanguinea (parada do sangue), esse aumento da temperatura prejudica em muito a produção dos espermatozóides (não é à toa que os testículos ficam localizados no saco escrotal, fora da cavidade abdominal, onde a temperatura é ligeiramente inferior à temperatura corporal). 

Ocorre também um refluxo de substâncias tóxicas para a circulação testicular, devido à parada do sangue na região.

Com o aumento da temperatura e alteração de todo o fluxo sanguíneo local ocorre uma situação de estresse, o chamado estresse oxidativo. Assim, ocorre uma produção aumentada de radicais livres (espécies reativas do oxigênio) no testículo. 
Esse estresse oxidativo diminui a capacidade de formação e de maturação dos espermatozóides. Além disso, evidências recentes de diversos estudos mundias têm demonstrado um aumento da fragmentação do DNA do espermatozóide, secundário ao estresse oxidativo, isto é, ocorre um dano direto no material genético do espermatozóide, o que altera toda a estrutura do mesmo.

Para combater os efeitos maléficos da varicocele é preciso que em primeiro lugar se busque um diagnóstico mais precoce e que se procure avaliar corretamente se a varicocele está provocando alterações nos espermatozóides, visto que, conforme dito antes, nem toda varicocele leva a infertilidade ou subfertilidade, isto deve-se a mecânismos ainda não totalmente compreendidos, provavelmente a mecanismos de defesa próprios de cada indivíduo, como por exemplo, a produção de substâncias antioxidantes.

Portanto, para um tratamento adequado, é necessário um diagnóstico precoce e uma resolução imediata, quando indicada, sendo sempre necessário o acompanhamento por uma equipe médica composta de urologista e de ginecologista especialista em reprodução humana.