sábado, 27 de julho de 2013

Depressão e Fertilidade




Com o aumento dos casos de depressão nos dias atuais, o uso de antidepressivos torna-se algo cada vez mais comum. 

Sabe-se que quadros depressivos estão associados à uma diminuição da fertilidade, tanto feminina quanto masculina. Mulheres com depressão ovulam menos e com pior qualidade, homens com esta patologia tendem a produzir espermatozóides mais lentos, com mais  defeitos e em menor quantidade, assim torna-se importantíssimo tentar encontrar uma forma de tratamento que ajude este grupo específico.

Existem fracas e poucas evidências científicas que demonstram que mulheres inférteis com depressão se beneficiariam do uso de antidepressivos para atingir uma gravidez. 

Entretanto, algumas evidências mais fortes mostram uma redução na eficiência dos tratamentos para infertilidade em mulheres usando antidepressivos, além de um aumento nas taxas de perda gestacional, nascimentos prematuros, complicações gestacionais e até alterações de comportamento na prole. 

Para tentar elucidar essas diferenças, pesquisadores da Universidade de Harvard publicaram no começo deste ano um estudo na Human Reproduction (Jornal da ESHRE - Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia) onde demonstraram que o uso de antidepressivos durante a gravidez está associado a maiores chances de abortamentos, malformações fetais, nascimentos prematuros e problemas no desenvolvimento neurológicos dos filhos. 
Além disso, o estudo não demonstrou evidências de aumento das taxas de gravidez nos tratamentos de reprodução assistida em mulheres depressivas e em uso dessas medicações. 

Esse estudo demonstrou, ainda, que o uso de terapias alternativas, como: psicoterapia, atividade física e yoga diminuem os sintomas depressivos e devem, portanto, ser indicados como alternativas no tratamento de mulheres inférteis e com depressão. Apesar deste estudo ter avaliado especificamente mulheres, podemos, logicamente, imaginar que esses tratamentos alternativos também possam trazer melhores benefícios para os homens depressivos.

Considerando que a depressão é uma das doenças mais comuns do século XXI e muito prevalente nas mulheres que apresentam dificuldades para engravidar, esta pesquisa nos ajuda a tentar achar a melhor solução para se atingir uma gravidez saudável nesse grupo peculiar de mulheres inférteis que é cada vez mais comum. 


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Entenda como Funciona a Barriga de Aluguel

Quase todo mundo já escutou a expressão “barriga de aluguel” ou “útero de substituição”, como usa o Conselho Federal de Medicina (CFM). Mas nem todos sabem explicar como funciona e o que é permitido.

 A “Barriga de Aluguel”, nome mais popular, é um tratamento utilizado quando a mulher não consegue engravidar, seja por não ter útero ou pela presença de doenças graves que contraindique a gravidez. Neste caso, o casal gera o embrião através do processo de Fertlização in Vitro (FIV) e, o mesmo é transferido para o útero de outra mulher, que “carrega” o bebê durante a gestação e dá a luz. Logo após o nascimento, o bebê é devolvido aos pais. 



 Na nova resolução do CFM, não é aceito o uso comercial dessa prática e só será permitido o uso da “barriga de aluguel” quando a mulher que for gerar o bebê tem algum parentesco com o casal. De acordo com a norma, pode ser parentes de até quarto grau de parentesco, ou seja, mãe, filha, irmã, avó, tia ou prima. Os demais casos, como ausência de mulheres com esse grau de parentesco, devem ser autorizados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). 



 Nos casos de relações homoafetivas, a nova resolução autoriza o casal de homens a recorrer à “barriga de aluguel” após autorização do CRM, que valia a estabilidade do relacionamento e a legalidade do procedimento. O casal depende, ainda, dos óvulos de doadora desconhecida e a gestação, que ao contrário dos óvulos doados, devem ser de familiares próximos, como irmã ou mãe. Caso o casal não tenha parente mulher, pode pedir recurso e tentar a gestação de uma amiga ou conhecida.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Congresso Europeu de Reprodução Humana

29º Encontro Anual da ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia).
O Congresso está sendo realizado em Londres, Reino Unido, de 7 a 10 do mês corrente, terra do pai da medicina reprodutiva, Dr. Robert Edwards, que faleceu no último mês de abril, deixando um legado imenso para todos nós que nos dedicamos à arte da reprodução humana. O encontro demonstra toda a qualidade inerente à ESHRE, uma das duas maiores sociedades desta especialidade no mundo, junto à ASRM (Sociedade Americana de medicina Reprodutiva) e é considerado o maior evento mundial em Reprodução Humana.