sábado, 31 de agosto de 2013

Doação de óvulos: Como funciona?


De acordo com as novas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), o processo de doação de óvulos é anônima e não pode ter caráter lucrativo ou comercial. 


A legislação brasileira atual determina que o anonimato e o sigilo sejam primordiais nos tratamentos que envolvam a doação de gametas.

Com o novo processo, o casal receptor passará por consultas para receber todas as informações sobre as possíveis doadoras e responder a perguntas que servirá para encontrar a doadora ideal. Como se trata de um procedimento sigiloso, a doadora se compromete em manter uma atitude discreta e fornecer todas as informações necessárias  de forma verdadeira.

O procedimento é efetivado por meio da fertilização in vitro (FIV), onde a doadora passa pelo processo de indução da ovulação para depois ser feita a coleta. No período em que os óvulos se desenvolvem na doadora, a receptora faz o tratamento com hormônios para preparar o endométrio para receber os embriões. Após a coleta dos óvulos da doadora, é realizada a fertilização com o sêmen.

No caso da doação compartilhada de óvulos, a paciente cede alguns de seus óvulos em troca de parte do custeio do tratamento ou dos medicamentos necessários para o estímulo ovariano. 

Conforme as novas medidas do CFM, a idade limite da doadora é de 35 anos, já para homens doarem para os bancos de sêmen, a idade limite é de 50 anos.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A importância da nutrição para a fertilidade.


Essa é uma pergunta que sempre surge nos consultórios médicos e de nutricionistas, sendo feita por casais que estão lutando contra a infertilidade e outras vezes por mulheres saudáveis que esperam engravidar. Mudanças hormonais, novas enfermidades, incremento precoce de doenças tardias, nos leva a refletir sobre o que está acontecendo para que o nosso corpo esteja necessitando de um equilíbrio biológico, físico, psíquico, alimentar e até mesmo um equilíbrio da nossa energia vital.

Pesquisas inovadoras indicam que vários componentes da dieta, da gordura à bebida, podem ajudar as mulheres a evitar as causas mais comuns da infertilidade, como os problemas de ovulação, a liberação criteriosamente cronometrada do óvulo do ovário. Essas pesquisas colaboram para que possamos realizar um plano alimentar para fertilidade, auxiliando homens e mulheres a potencializar as chances de engravidar.

A alimentação tem um papel importante na fertilidade do homem e da mulher, visto que as funções vitais dependem de elementos químicos específicos que devem circular no organismo. A ausência de determinadas substâncias pode reverter num baixo rendimento no funcionamento dos órgãos necessitados. Outras substâncias em excesso, como a cafeína, além das provenientes de alimentos ricos em gorduras saturadas como: hambúrguer, pastel, salgadinhos, também prejudicam o bom funcionamento do organismo de um modo geral.

Uma das causas da infertilidade é o “estresse oxidativo” causado por vários fatores, entre eles o aumento de radicais livres, a poluição, a alimentação e o próprio estresse diário das pessoas. Alguns trabalhos científicos demonstraram uma possível interferência desses fatores no desenvolvimento da endometriose. Estes fatores em conjunto podem piorar a evolução da doença e por isto, uma dieta balanceada e um estilo de vida adequado ajudam a prevenir o surgimento ou o agravamento da endometriose.

Um hábito intestinal normal e regular é imprescindível para a melhoria da imunidade. A paciente que não evacua regularmente tem retenção de material fecal e aumento de toxinas e muitas delas deprimem o sistema imunológico. A hidratação também é um fator importante a ser considerado para a liberação de toxinas e equilíbrio homeostático. Assim uma dieta rica em fibras e com bastante líquido ajudara a prevenir a endometriose.

O PESO E A FERTILIDADE

Estudos demonstraram que o esperma dos homens obesos é mais pobre em espermatozóides. Foi evidenciado que quanto maior o sobrepeso, menor a qualidade do esperma, particularmente no que concerne à concentração e ao número total de espermatozóides. Além da concentração de espermatozóides serem 10% menor nos pacientes com sobrepeso e chegar a 20% menos nos obesos, a mobilidade dos espermatozóides destes cai 10%. O excesso de peso altera as taxas de dois hormônios importantes, reduz o nível de testosterona e aumenta o de estradiol, o que compromete a produção de esperma. Além de a obesidade prejudicar o ciclo hormonal masculino, estudos apontam que aqueles com sobrepeso têm maior índice de fragmentação do DNA do espermatozóide, o que pode gerar falha na fertilização.

Sabe- se também que a mulher obesa ou muito magra pode ter problemas de ovulação. O peso acima do ideal interfere também no ciclo hormonal da mulher e é um fator prejudicial à fertilidade. Se uma mulher tem gordura corporal em excesso, seu corpo também produz uma maior quantidade de estrógeno e começa a reagir como se estivesse controlando a reprodução, limitando as chances de gravidez. Muitas mulheres enfrentam dificuldades para engravidar relacionadas aos problemas desencadeados pela obesidade, como o diabetes e a Síndrome dos Ovários Policísticos, que é outro exemplo de disfunção hormonal.

A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário, impedindo a ovulação. O peso em excesso deve ser evitado, pois a obesidade além de ajudar a piorar as dores pélvicas, faz com que o acúmulo de gordura aumente a produção de hormônios femininos (estrogênio), que agravam a endometriose.

O estudo realizado pela Society for Assisted Reproductive Technology, buscou avaliar o efeito do aumento da obesidade feminina na resposta e nos resultados dos tratamentos envolvendo as técnicas de reprodução humana assistida. Para tanto, os pesquisadores analisaram dados de 158.385 ciclos de reprodução humana assistida, realizados entre 2007-08.

Em comparação com as mulheres com peso normal, as mulheres com sobrepeso e obesas apresentaram mais chances de cancelamento e anulação do ciclo – apesar de doses mais elevadas de hormônios estimulantes – devido à baixa resposta de seu organismo ao tratamento. Os resultados do estudo indicam probabilidades significativamente maiores de cancelamento do ciclo e falhas no tratamento e na gravidez com o aumento da obesidade. Estes efeitos são maiores entre as mulheres obesas, mas também são significativamente mais elevados, mesmo entre as que apresentam sobrepeso.

Mulheres magras demais também podem apresentar dificuldades para engravidar. Na medida em que emagrecem, diminui a quantidade de gordura em seu organismo. Um índice de gordura corporal menor do que 17 inibirá a produção de estrógeno e de outros hormônios, o que impede a formação e a liberação de óvulos. O peso muito baixo geralmente também está associado a outros problemas que podem afetar a fertilidade, como o hipertireoidismo. Além disso, o endométrio, membrana que reveste o útero, fica menos propenso à gravidez.

Recomendamos aos casais que desejam ter filhos que tomem cuidado com o peso. Lembrando, sempre, que a obesidade é um fator de infertilidade modificável: ao emagrecer, os parâmetros perdidos são recuperados. A recomendação geral para uma paciente obesa que deseja engravidar é a de que ela precisa primeiro tentar emagrecer, isso ajudara tanto na fertilidade quanto na preparação para uma gestação saudável com menores riscos de obesidade gestacional, diabetes gestacional, hipertensão e outros fatores relacionados à má alimentação. Já sabemos que o peso corporal saudável é uma vantagem importante em todos os aspectos da saúde, incluindo a saúde reprodutiva. O IMC pode afetar os resultados de uma FIV, pois interfere na qualidade do óvulo formado. Com o ajuste do peso e a promoção dos hábitos alimentares saudáveis aos casais, poderemos proporcionar um tratamento melhor aos nossos pacientes, cuja luta contra a infertilidade inclui também, hoje, em muitos casos, uma luta contra o sobrepeso e a obesidade.


sábado, 24 de agosto de 2013

DSTs podem causar infertilidade masculina

As complicações decorrentes as doenças sexualmente transmissíveis no homem podem ser responsáveis por 10% dos casos de infertilidade masculina. A clamídia e a gonorreia podem obstruir os canais por onde passam os espermatozoides, levando a dificuldade para conceber uma criança.

Essas duas doenças são causadas por bactérias. A Neisseria gonorrheae atinge especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo, provocando inflamação, infecção, dor ou ardor ao urinar e excreção de uma secreção purulenta através da uretra. Já a Chlamydia trachomatis infecta, principalmente, os órgãos genitais. Nos homens, os sinais da doença são dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções, presença de uma secreção com aspecto fluida, dor nos testículos e prurido no pênis. Em alguns casos, esses sinais não aparecem na fase inicial da doença. Por isso, em caso de suspeita de contaminação, o paciente deve procurar rapidamente o seu urologista para realização de exames visando o diagnóstico precoce para evitar as complicações decorrentes das DST’s.

A melhor forma para prevenir as DST’s continua sendo o sexo seguro com o uso de preservativos. Também não podemos nos furtar de orientar os jovens sobre os perigos dessas doenças para que eles evitem comportamentos de risco. É nessa fase que acontecem a maioria dos contagiosos e, mesmo tratando-as, os homens que tiveram DST’s, especialmente a clamídia, tem uma propensão maior a ter epididimite, prostatite e azoospermia.

A prostatite é uma inflamação que atinge a próstata, órgão responsável por produzir os espermatozoides. A epididimite, por sua vez, é uma infecção no epidídimo, o local entre os testículos e a uretra onde os espermatozoides amadurecem e são armazenados. Essa alteração pode deteriorar a qualidade do sêmen. Já a azoospermia é a ausência de espermatozoides no ejaculado, o que pode significar que os espermatozoides não estão sendo produzidos ou não estão sendo ejaculados.

Se a causa da azoospermia for uma obstrução no canal por onde passam os espermatozoides, deve-se avaliar uma reversão cirúrgica do caso. Outra saída é realizar uma punção nos testículos ou no epidídimo, recolher os espermatozoides para, a partir daí, seguir para uma fertilização in vitro (FIV) com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). No entanto, se realmente não houver mais a produção de espermatozoides, a única opção será a utilização de esperma de um doador.

Por isso, tenham cuidado, em especial com a clamídia, que é a doença sexualmente transmissível mais comum nos Estados Unidos. São 4 milhões de novos diagnósticos por ano, que vão gerar muitos casos de infertilidade. Lá é feita uma avaliação, no exame ginecológico tradicional, para verificar a presença da bactéria causadora dessa doença no muco cervical. Eles entenderam que é mais barato gastar dinheiro com esse exame, diagnosticar precocemente a doença, quando não há sintomas, do que tratar todas as consequências que a clamídia pode causar às trompas das mulheres. Por isso, é  indicado que esse exame seja incluído na rotina de prevenção das mulheres também aqui no Brasil.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

XVII Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida

Esta semana está sendo realizado o Congresso Anual da SBRA (Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida), em Bonito, Mato Grosso do Sul. 


Trata-se do maior evento na área de Reprodução Humana realizado no Brasil.
O congresso encontra-se em sua décima sétima edição e conta com a presença de médicos, embriologistas, biomédicos, enfermeiros, psicólogos e advogados, além de vários especialistas internacionais, de países, como : Inglaterra, Estados Unidos, Alemanhã, Bélgica e Espanhã.


Um encontro anual e único, que permite o contato e a integração de especialistas de todo o Brasil.



terça-feira, 20 de agosto de 2013

TEMAS ATUAIS EM REPRODUÇÃO ASSISTIDA


Após comparecer, no último mês de Julho, à Londres para participar do Encontro Anual da ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia), escrevo sobre os tópicos que mais me chamaram a atenção e que mostram o que as pesquisas mais recentes têm demonstrado e comprovado. Logicamente que como nos baseamos em evidências científicas, as controvérsias existem e as verdades não são absolutas e nem eternas.

1- Time-Lapse
O uso desta recente tecnologia (incubadoras monitorizadas por microscópios com câmeras) permite a avaliação contínua dos embriões, gerando imagens múltiplas do desenvolvimento embrionário, permitindo selecionar os melhores embriões para a transferência embrionária. 
Diversos estudos apontam benefícios reais nas taxas de sucesso nos tratamentos de Fertilização in-vitro, nos levando a crer que em pouco tempo esta tecnologia fará parte do dia-a-dia dos laboratórios de reprodução assistida. 
Isto parece ser o início da automatização da medicina reprodutiva.

2- Transferência de embriões criopreservados (após congelamento) versus transferência de embriões a fresco
Vários estudos vêm apontando os benefícios de se dividir os tratamentos de fertilização in-vitro em duas etapas: uma para coletar os óvulos e se formar os embriões e outra para se realizar a transferência embrionária. As evidências parecem mostrar que o excesso de uso de hormônios durante os tratamentos provocaria uma alteração no endométrio, deixando-o menos receptivo ao embrião. Portanto, pode ser que num futuro próximo haja uma mudança na forma de como planejamos os ciclos de fertilização in vitro. (este tema já foi abordado neste blog).

3- Papel do endométrio na fertilidade. 
Cada vez mais cientistas têm achado e acreditado no papel ATIVO do endométrio na fertilidade. Ele desempenharia uma função de atração pelo embrião, agindo ativamente, assim abandonaríamos a visão do endométrio ser apenas uma unidade receptora e portanto passiva. Isto mudaria a visão e a compreensão da chamada janela de implantação, período no qual a interação entre embrião e endométrio atingiria seu ápice. (o endométrio também já foi tema de artigo neste blog).

4- Progesterona e Receptividade Endometrial
Este hormônio, já conhecido como o hormônio da gravidez, vem sendo considerado cada vez mais importante na obtenção e manutenção da gravidez, estando intimamente relacionado à capacidade da recepção endometrial ao embrião. 

5- Hipotireoidismo e Fertilidade
A perfeita harmonia entre os níveis dos hormônios tireoidianos e a fertilidade feminina é algo muito importante. Os estudos demonstram que um perfeito equilíbrio da tireóide está relacionado a uma maior fertilidade na mulher. (tema também já abordado aqui neste blog).

6- Fragmentação do DNA do espermatozóide
Sabe-se que os espermatozóides de pior qualidade tendem a ter uma quantidade maior de material genético danificado (a chamada fragmentação do DNA). 
Há exames que procuram quantificar esta fragmentação, entretanto os estudos ainda não demonstraram reais benefícios do uso destes testes a fim de se indicar o melhor tratamento. Portanto, utilizar os testes de fragmentação do DNA do espermatozóide não deve ser, ainda, algo rotineiro. (já falei algumas vezes sobre a fragmentação do DNA do espermatozóide neste blog).

7- Uso de novas drogas hormonais de dose única semanal, evitando injeções diárias nos tratamentos de reprodução assistida. Assim, evitar-se-ia o incômodo das injeções diárias, simplificando todo o seguimento durante um ciclo de estimulação ovariana, sobretudo na fertilização in-vitro. Diversos estudos têm demonstrado que o uso desta nova classe de drogas têm conseguido atingir resultados similares aos das medicações diárias tradicionais.

8- A endometriose, doença que afeta milhares de mulheres no mundo, está longe de ter todos os seus mistérios desvendados. Hoje, existem diversas divergências quanto ao tratamento desta patologia. Estudos recentes demonstraram, por exemplo, que cistos de endometriose no ovário parecem não afetar a ovulação espontânea. Este fato vai contra muito do que se vinha pensando na última década, quando a endometriose era vista quase sempre como uma doença de tratamento cirúrgico. Novas evidências, como as acima, têm provocado uma mudança na visão de como se lidar com esta doença, provocando uma onda menos invasiva, ou seja, diminuindo a visão cirúrgica da endometriose.

9- Uso do Super-ICSI (Injeção intra-citoplasmática de espermatozóide), uma tecnologia que vem sendo utilizada há alguns anos para se analisar e selecionar melhor o espermatozóide, com o uso de microscópios mais potentes, não parece aumentar as taxas de gravidez frente à ICSI tradicional, nos tratamentos de Fertilização in vitro. 
Inicialmente vista como uma revolução, o uso desta técnica parece ainda precisar de estudos maiores e melhores que realmente demonstrem que seu uso rotineiro traz benefícios para os casais que se submeterão às técnicas de reprodução assistida. (você pode entender mais um pouco sobre esta tecnologia no site www.danieldiogenes.med.br)

10- Uso de células tronco para se obter espermatozóides
Uma boa notícia para os homens. Pesquisadores alemães têm conseguido desenvolver espermatozóides em meninos pré-púberes a partir de células tronco. Um avanço importantíssimo para se combater os casos graves de infertilidade masculina e mais um das inúmeras utilidades possíveis das células tronco.

11- Idade masculina avançada diminui qualidade do espermatozóide. Mais e mais estudos têm evidenciado que o envelhecimento do homem está relacionado à diminuição da fertilidade masculina. (assunto já abordado aqui neste blog).

12- A presença de HPV no sêmen diminui a fertilidade. Estudos demonstram mais um efeito ruim da infecção pelo HPV, afetando a qualidade do espermatozóide. (assunto também já abordado neste blog).

13- Consumo de café parece não diminuir a reserva ovariana.
 Existe um tabu antigo que relaciona a ingestão de cafeína com infertilidade ou subfertilidade feminina e masculina. Neste congresso, um estudo apresentado não demonstrou haver nenhuma relação, muito embora este tema esteja ainda longe de uma verdade absoluta.

14- Relação de câncer na prole e Fertilização in-vitro
Não se conseguiu, até o presente momento, identificar um aumento do risco de desenvolvimento de câncer nos filhos de casais que realizaram fertilização in-vitro. Uma boa notícia, sem dúvida alguma.

15- Destino dos embriões congelados 
Estudos em diversos países apontam taxas relativamente iguais referentes aos embriões congelados. As taxas aproximadas são: 
44% desses embriões são usados antes de 01 ano de congelamento
34% não são utilizados no período de até 05 anos - destes, 57% são doados para pesquisa, 26% são doados para outras pacientes e 16% são descartados.

Estas estatísticas, demonstram como vêm se comportando os casais com relação aos seus embriões congelados. 
A criopreservação dos embriões é uma grande arma que pode ser utilizada para se obter uma gravidez, mas muitas vezes se torna um problema que hoje em dia ainda não apresenta a solução perfeita. A grande questão, que envolve religião e ciência resume-se  ao que se fazer com os embriões excedentes e muitas vezes "abandonados" pelos casais.

Esses tópicos acima refletem um pouco da atual situação da medicina reprodutiva mundial, seus caminhos e descobertas. 
Uma coisa é certa, há, ainda, um longo caminho a ser percorrido em busca da perfeita fertilidade.