quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Consumo de álcool pode reduzir fertilidade feminina

Pesquisa apresentada na Conferência Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva realizada em Boston, EUA, descobriu que mulheres que consomem bebidas alcoólicas nos meses antes de começar o tratamento de fertilidade podem reduzir em dois terços a capacidade engravidar, mesmo com o consumo em quantidades pequenas de álcool, como três taças de vinho por semana.
O estudo avaliou o comportamento de casais que já haviam falhado em pelo menos três tentativas de fertilização in vitro, apontando que as mulheres que não consumiram álcool tiveram 90% de chance de alcançar uma gravidez bem sucedida em até três anos. Já as mulheres que tomaram uma média de três taças de vinho por semana tiveram a sua capacidade reduzida para 30% durante o mesmo período.
Os pesquisadores revelaram que não sabem a quantidade exata de álcool que pode ser consumida para não gerar um impacto tão grande na fertilidade.  O estudo realizado com 90 mulheres afirmou, que mesmo as mulheres que bebiam apenas um ou dois copos de vinho por semana, tiveram algum comprometimento na sua fertilidade, diminuindo as chances em até 66%.
Por isso é aconselhado aos pacientes em tratamento de reprodução assistida a limitar ou abster-se de álcool, já que está comprovado  o efeito negativo da bebida sobre o sucesso da gravidez. Segundo a pesquisa, o mesmo impacto poderia está acontecendo com as mulheres que estão tentando engravidar de forma natural, com maior efeito para aquelas que bebiam várias doses de álcool na mesma noite.




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Reprodução Assistida x Diabetes Gestacional

Sabe-se que fatores como: a idade materna avançada e gravidez múltipla, estão relacionados a uma maior probabilidade de diabetes gestacional.

 Como a idade média das mulheres que necessita de tratamentos de reprodução assistida é maior que a das mulheres que não precisam de tratamento e como as taxas de gravidez múltipla são maiores quando se usa reprodução assistida, parece haver uma maior associação entre diabetes na gestação e tratamentos para engravidar.

Recentemente, um estudo realizado na Austrália, pela Universidade de New South Wales e publicado na  Human Reproduction, revista mensal da ESHRE (Sociedade Européia de Medicina Reprodutiva e Embriologia), em setembro de 2013, demonstrou que esta relação, realmente, existe.

Neste estudo 11,7% das mulheres que se submeteram a tratamentos de reprodução assistida tinham mais de 40 anos, enquanto no grupo controle (o das mulheres que engravidaram sem tratamento) apenas 3,4% tinham mais de 40 anos. 

A probabilidade de desenvolver diabetes gestacional foi 28% maior nas mulheres que engravidaram após um tratamento de reprodução assistida, quando comparado com as mulheres que engravidaram espontaneamente. A presença de gemelaridade também aumentou a chance de desenvolver diabetes na gestação.

Esses resultados vão ao encontro de vários outros estudos já publicados.

É preciso que os casais, em especial as mulheres, não atrasem tanto a concepção. Postergar uma gravidez além dos 40 anos pode ser decisivo para o insucesso. O ideal seria que toda mulher buscasse sua primeira gravidez antes dos 35 anos, idade na qual a queda de fertilidade começa a ser rápida e brutal. 

Mesmo usando os tratamentos disponíveis, atingir uma gravidez pode ser uma tarefa extremamente difícil nas mulheres mais velhas, isso porque toda a reserva de óvulos já está definida ao nascimento e não pode ser alterada.Os óvulos envelhecem junto com a mulher e quanto mais velhos, menor sua capacidade de gerar embriões saudáveis.

A tendência de transferência única em ciclos de fertilização in vitro é algo corrente e atual, evita-se todos os inúmeros riscos ligados às gravidezes múltiplas, como o diabetes e as perdas gestacionais precoces. O que deve-se buscar é a gravidez única, engravidar de dois ou mais pode se tornar um grande pesadelo. O mundo caminha para transferências embrionárias únicas.

Assim, uma maior conscientização de não se atrasar tanto a gravidez e uma política de transferência única de embrião na fertilização in vitro são capazes de diminuir o risco excessivo de diabetes gestacional relacionado à reprodução assistida.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Freqüência sexual e infertilidade

A infertilidade pode ser causada por fatores orgânicos (doenças que atingem os  órgãos) ou por fatores psicológicos. 

Quanto maior o tempo de infertilidade, maior o estresse psicológico. Isto pode  levar a uma diminuição na qualidade de vida do casal, provocando reflexos na vida sexual.

Baseado nesta evidência, um grupo de pesquisadores do Departamento de Urologia da Universidade de Toronto, no Canadá, investigou a freqüência sexual de casais inférteis e publicou seus dados na Fertility and Sterility, a publicação mensal da ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva), em agosto de 2013.

Um total de 1298 homens inférteis responderam à pesquisa. A média mensal foi de sete atividades sexuais, resultado semelhante ao de casais sem problemas para engravidar. No entanto,  25% dos casais tiveram menos de quatro atividades sexuais por mês e 8% praticaram sexo menos de duas vezes ao mês, o que são consideradas freqüências extremamente baixas.

 Os homens mais velhos tiveram menos atividade sexual, enquanto os que possuíam melhor função erétil apresentaram um maior número de relações sexuais, talvez isto tenha uma relação direta com os níveis de testosterona (o hormônio masculino).

É esperado que casais inférteis tenham menos relações sexuais e este fato se agrava com o aumento do tempo de infertilidade, provavelmente pelo estresse causado pelas tentativas frustradas, entretanto essa relação não é tão clara ainda.

A maioria dos homens com dificuldade para gerar uma gravidez manteve o mesmo número de atividades sexuais  que homens sem problemas. Porém, parece existir um grupo em que a freqüência sexual é menor (homens mais velhos e aqueles com alguma disfunção erétil), nestes casos uma intervenção no sentido de melhorar a vida sexual pode ser bem útil. 

Portanto, a freqüência sexual, apesar de ser algo básico para quem deseja engravidar, precisa ser investigada e algumas vezes melhorada, não devendo ser negligenciada nem pelo médico nem pelo paciente.

Para se atingir uma gravidez, é preciso tentar, tentar e continuar tentando.

Estatisticamente, quem tenta mais, tem mais chance de conceber, tanto naturalmente quanto por meio de tratamentos de reprodução assistida. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

69° ASRM - Considerações Finais



Finalizado ontem, o 69° Encontro Anual da ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva). Selecionei os aspectos que mais me chamaram a atenção e que nos mostram como a medicina reprodutiva vem evoluindo nos dias atuais.



1- Manutenção  do peso


Tema unânime. Não existe outra recomendação, manter o peso dentro dos limites da normalidade deve ser o objetivo de qualquer casal que esteja tendo problemas para engravidar.

2- Manter bons hábitos de vida

Manter corpo em forma, com uma atividade física regular, uma boa alimentação e sem uso de bebidas, cigarro ou drogas também deve ser o objetivo de quem deseja uma gravidez.

3- Tratamento da endometriose deve ser individualizado

Tratar a endometriose, ou melhor, tentar controlar os efeitos desta temida doença, ainda é um grande desafio. Conforme já falado no post anterior, o bom-senso deve prevalecer, o tratamento deve ser individualizado, cada paciente merece uma abordagem diferenciada, tudo tem que ser bem calculado e deve-se acima de tudo buscar a melhor opção para superar a infertilidade e a dor, mas lembrando-se sempre que a manutenção da fertilidade é um ponto decisivo na vida destas mulheres.
Um dos maiores estudiosos no assunto, o pesquisador francês Charles Chapron ministrou uma palestra enfatizando exatamente os pontos acima.

4- Uso de novas tecnologias 

O uso de novos aparelhos e técnicas é sempre bem-vindo, muito embora o tempo é quem nos dirá os seus reais benefícios. 
Como avanços podemos citar: uso de vaporizador como ferramenta para cirurgias laparoscópicas (uma ferramenta que utiliza o movimento de elétrons para gerar energia, apresentando mínimo potencial de dispersão de energia e excelente eficiência para coagulação de tecidos humanos), o time-lapse (uma espécie de incubadora com câmera acoplada, permitindo uma visualização integral dos embriões, assim os mesmos podem ser monitorizados durante 24 horas por dia) e  o PGS (técnica não tão recente, mas que vem avançando e permitindo diagnósticos genéticos antes da implantação do embrião no útero, tendo-se uma avaliação completa dos cromossomos, evitando-se a transferência de embriões com problemas).

5- Ciclos de Indução mais leves

Outra tendência. O uso em excesso de medicações hormonais para induzir a produção de óvulos parece não ser a melhor opção, o conceito de quanto mais óvulos melhor está mudando. O excesso de medicações pode levar ao comprometimento da qualidade dos embriões e portanto pode diminuir as chances de gravidez. Mesmo em pacientes mais velhas, as doses mais altas de hormônio parecem não mudar os resultados nos ciclos de fertilização in vitro.

6- Os Segredos do Endométrio 

Vivemos a era do endométrio. Os mistérios que envolvem a regulação do mesmo e sua interação com o embrião são enormes e estão longe de serem desvendados. Acha-se que alguns problemas possam ser resolvidos, muito embora algumas evidências levem a crer que existam endométrios com defeitos permanentes e de difícil resolução.

7- Riscos da  multiparidade

Transferência única, a busca pela gravidez única, este deve ser o objetivo da medicina reprodutiva. Hoje, ainda buscamos a melhor opção, mas esse é e deve ser o caminho. Engravidar de três ou quatro não é na minha opinião sinal de sucesso. A busca deve ser sempre pela perfeição.

8- Fatores epigenéticos

O estudo e a busca por fatores que possam interferir no material genético do embrião, do óvulo, do espermatozóide e do endométrio é algo relativamente recente e ainda envolto de mistérios, mas já se sabe que o ambiente, o uso de medicações, o uso de tecnologias, tudo pode alterar o ambiente gênico e isso pode ser fundamental para o sucesso dos tratamentos de reprodução assistida. Isto é, a expressão gênica (a identidade do DNA) pode sofrer influência do meio que circunda as nossas células.

9- OMAS

O estudo de proteínas, RNAs e outras moléculas está em evidência, são os OMAS (proteomas, transcriptomas). Simplificando, seriam moléculas do nosso corpo que dependendo da localização, da concentração e da função podem aumentar ou diminuir as chances de um embrião ser gerado por um bom óvulo e de conseguir se desenvolver de uma maneira adequada num bom ambiente endometrial (uterino).

1O- Cuidado com o uso excessivo de medicações 

A quantidade de medicações e substâncias que existem e surgem no mercado é imensa, a indústria farmacêutica tenta sempre vender a idéia que descobriu a solução perfeita. Temos que ter cautela e esperar que as pesquisas médicas e o tempo nos mostrem o que realmente pode ser usado para incrementar os resultados dos tratamentos de reprodução assistida. Exemplos de ciclos de fertilização in vitro custando até 70 mil dólares são comuns nos Estados Unidos e acreditem os resultados são os mesmos. Temos que evitar os excessos do capitalismo.

11- Avaliar os riscos na futura prole

Seguindo o pensamento do item acima, o uso de medicações e de tecnologias tem que ser muito bem avaliado, pois os efeitos podem se fazer presentes, somente, nos anos vindouros dos descendentes. Ainda não sabemos, e talvez nunca saibamos, se o que estamos fazendo hoje não terá um impacto negativo na vida dos adolescentes e adultos do futuro. Cautela e bom senso ainda são e, provavelmente, serão sempre a melhor opção.

Finalizando a participação neste congresso, saio com a certeza de que o caminho para se atingir o tratamento ideal ainda é longo e sinuoso, mas saio com a certeza maior ainda de que o uso correto da medicina baseada nas evidências científicas e uma avaliação criteriosa e equilibrada das diversas opções de tratamentos é a melhor opção a ser seguida.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

69° Encontro Anual - ASRM

       

                         


Estive presente,nesta última semana, ao 69° Encontro Anual da ASRM - Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Boston, Massachusetts, Estados Unidos.

O congresso teve inicio no dia 12 de outubro e termina hoje.

Trata-se de uma importante oportunidade de aprendizado e de troca de conhecimentos com profissionais de diversas partes do mundo.

Compareci este ano juntamente com a Dra. Lilian Serio, também especialista em Reprodução Humana e pude reencontrar amigos e professores, além de assistir a palestras de grandes nomes mundiais da medicina reprodutiva.

A sensação ao término deste congresso mantém-se a mesma:  o aprendizado tem que ser continuo.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Congresso Americano de Medicina Reprodutiva

Essa semana está acontecendo o 69° Congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), em Boston, Massachusetts, Estados Unidos.
Após os dois primeiros dias, muito se tem falado da influência dos hábitos de vida na fertilidade humana e sobre o difícil manejo da endometriose. 

Alguns importantes pontos merecem destaque, como:

 1- Mulheres com IMC (Índice de massa corporal) maior que 29 kg/m² estão diretamente ligadas a menores chances de gravidez.

2- Para cada aumento de um ponto no IMC a fertilidade feminina diminui 4%.

3- O sucesso da fertilização in vitro também é menor nas obesas.

4- Mulheres com IMC maior que 30 kg/m² tem 18% mais chance de desenvolver diabetes gestacional.

5- A obesidade feminina está ligada a maiores riscos de doenças para os filhos, como : obesidade, pressão alta e diabetes.

6- Quanto maior o IMC na gravidez, maior o acúmulo de peso após o parto.

7- Homens com obesidade têm piores resultados em fertilização in vitro, muito embora não pareça haver uma piora da qualidade dos espermatozóides.

8- Homens com dieta rica em carnes e pobre em frutas e verduras têm mais alterações no sêmen.

9- Homens que realizam atividade física são mais férteis e teoricamente quanto mais tempo de atividade física maior a qualidade seminal, exceto para quem pedala, pois mais de cinco horas de ciclismo por semana pode piorar a qualidade dos espermatozóides (assunto abordado neste blog em 2011).

10- O estresse psicológico diminui também  a fertilidade masculina, assim como já se sabia a respeito da fertilidade feminina.

11- O tabagismo, o uso de álcool e de drogas ilícitas afeta negativamente a produção de espermatozóides.

12- Cuidado com celulares e computadores, o uso destes aparelhos pode, pela transmissão de ondas eletromagnéticas e pelo calor, provocar alterações nos espermatozóides.

13- O uso indiscriminado de vitaminas e antioxidantes pode não melhorar a qualidade seminal e os efeitos do uso prolongado não são conhecidos. Não existem bons estudos que indiquem essa prática.

14- O ultrassom com preparo intestinal é o melhor método para diagnóstico da endometriose, superando a ressonância da pelve.

15- É preciso ter muito cuidado ao se manejar o tratamento da endometriose ovariana. Os estudos continuam conflitantes e as indicações de cirurgia para cistos de endometriose no ovário devem ser individualizadas, visto que as taxas de gravidez (espontânea e após fertilização in vitro) não parecem melhorar após a ressecção de cistos menores que quatro centímetros. Além disso, parecer haver uma perda importante da reserva ovariana após a cirurgia, o que poderia piorar ainda mais a fertilidade.
Deve ser unanime que a preservação da fertilidade, nesses casos, deve ser posta sempre em primeiro lugar.

Esses foram pontos importantes, refletem uma tendência atual na medicina reprodutiva. Logicamente, como a medicina se baseia em evidências científicas, alguns desses tópicos poderão mudar drasticamente, no entanto é assim que a comunidade científica atual está se posicionando.

Para finalizar, irei citar a frase da Dra. Lisa Moran da Universidade de Adelaide, na Austrália, que nos brindou, hoje, com uma excelente aula sobre os problemas causados pelo excesso de peso na fertilidade humana.

"Como prevenir a obesidade? Coma menos e mova-se mais."

domingo, 13 de outubro de 2013

Efeitos da cirurgia no tratamento da endometriose

A endometriose, uma doença crônica e que está intimamente relacionada à infertilidade e à dor pélvica, ainda é um grande mistério.

Não se sabe qual a sua causa e não há,  ainda, um tratamento eficaz e que consiga   tratar todos os problemas por ela causados.

O tratamento pode ser feito clinicamente, com o uso de medicações ou por cirurgia e ainda pela combinação entre essas duas formas. A indicação do tratamento depende muito do problema a ser resolvido.
 A tendência atual é a de um maior conservadorismo quando a infertilidade é o principal sintoma. Tem-se optado menos por cirurgias, sobretudo nos ovários acometidos pela endometriose, visando uma maior preservação do tecido ovariano que ainda não foi afetado por esta doença.

 Porém, quando a fertilidade não é o problema e quando se tem a dor como principal sintoma a ser tratado, a cirurgia parece ser a melhor opção.

Um recente estudo, realizado na Universidade de Leuven, na Bélgica e publicado em setembro deste ano, na Human Reproduction (revista da ESHRE - Sociedade Européia de Medicina Reprodutiva e Embriologia) analisou os efeitos da cirurgia na melhoria de sintomas depressivos e de satisfação sexual relacionados à dor pélvica crônica provocada pela endometriose.

Sabe-se que a dor causada pela endometriose pode ter importante impacto psicológico, sexual e de relacionamento.

Este estudo evidenciou que após a cirurgia, houve uma melhora importante dos sintomas depressivos ligados à endometriose,  da dor durante o ato sexual, da anorgasmia (falta de orgasmos) e da satisfação no relacionamento com o parceiro.

A melhora foi mais evidente quando haviam lesões de endometriose no intestino e quando houve a retirada cirúrgica da parte do intestino afetada, ou seja, quando a cirurgia foi mais agressiva. Isso, provavelmente, se deve ao fato da endometriose intestinal ser responsável por vários sintomas extremamente difíceis de serem tratados e que provocam muita dor.

Com relação a probabilidade de gravidez após a cirurgia, não foram vistas diferenças entre quem teve ou não parte do intestino ressecado, o que vai ao encontro da atual tendência a se utilizar tratamentos mais conservadores quando o foco é a infertilidade, ou seja, menos cirurgia pra quem deseja uma gravidez e não está conseguindo.

A endometriose é uma doença complexa e o foco do tratamento não deve ser unidimensional, devendo-se levar em conta os problemas psicológicos relacionados à dor crônica e a preservação da fertilidade.

O ideal seria ter um tratamento que preservasse a fertilidade e controlasse de maneira eficaz a dor e seus problemas psicológicos e sexuais.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Fertilidade pode ser afetada pelo estresse

De cada 10 casais que tem dificuldade para ter um filho, em média, quatro não possuem nenhum problema com a saúde. O estresse costuma ser uma das causas, afirma estudo realizado pela Universidade de Copenhagen.
Hoje, já é possível afirmar a ligação do estresse com as regiões nervosas reguladoras dos hormônios. Nas mulheres, o estresse pode afetar as funções ovarianas, alterar o ciclo menstrual e até mesmo parar a menstruação.
Uma pessoa que vive sob constante estresse também pode ser afetada por diversas reações neuroquímicas, responsáveis por proteger o corpo de fatores externos que causam danos a saúde. Do ponto de vista biológico, o estresse pode interferir na fertilidade.
O hipotálamo é a parte do cérebro que inicia todo do processo de produção hormonal que coordena o ciclo reprodutivo.  Ele faz parte do que conhecemos como “sistema límbico”, sistema do cérebro responsável pelas as emoções. Portanto, nossas emoções, entre elas o estresse, podem sim interferir na produção hormonal e, assim, na fertilidade.
Sabemos também que alguns hormônios, como exemplo, a prolactina, são liberados em situação de estresse e podem bloquear o ciclo menstrual. É importante observar que esses fatores de estresse alteram a fertilidade e os ciclos menstruais.
Nos homens, o stress leva à redução na produção de esperma e do volume do sêmen. A ansiedade em alguns casos pode causar disfunção erétil. Por isso, controlar o estresse antes de partir para um tratamento de reprodução assistida é fundamental. Alguns métodos como a acupuntura e a psicoterapia são bons terapêuticos para esses casos.