terça-feira, 22 de outubro de 2013

Freqüência sexual e infertilidade

A infertilidade pode ser causada por fatores orgânicos (doenças que atingem os  órgãos) ou por fatores psicológicos. 

Quanto maior o tempo de infertilidade, maior o estresse psicológico. Isto pode  levar a uma diminuição na qualidade de vida do casal, provocando reflexos na vida sexual.

Baseado nesta evidência, um grupo de pesquisadores do Departamento de Urologia da Universidade de Toronto, no Canadá, investigou a freqüência sexual de casais inférteis e publicou seus dados na Fertility and Sterility, a publicação mensal da ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva), em agosto de 2013.

Um total de 1298 homens inférteis responderam à pesquisa. A média mensal foi de sete atividades sexuais, resultado semelhante ao de casais sem problemas para engravidar. No entanto,  25% dos casais tiveram menos de quatro atividades sexuais por mês e 8% praticaram sexo menos de duas vezes ao mês, o que são consideradas freqüências extremamente baixas.

 Os homens mais velhos tiveram menos atividade sexual, enquanto os que possuíam melhor função erétil apresentaram um maior número de relações sexuais, talvez isto tenha uma relação direta com os níveis de testosterona (o hormônio masculino).

É esperado que casais inférteis tenham menos relações sexuais e este fato se agrava com o aumento do tempo de infertilidade, provavelmente pelo estresse causado pelas tentativas frustradas, entretanto essa relação não é tão clara ainda.

A maioria dos homens com dificuldade para gerar uma gravidez manteve o mesmo número de atividades sexuais  que homens sem problemas. Porém, parece existir um grupo em que a freqüência sexual é menor (homens mais velhos e aqueles com alguma disfunção erétil), nestes casos uma intervenção no sentido de melhorar a vida sexual pode ser bem útil. 

Portanto, a freqüência sexual, apesar de ser algo básico para quem deseja engravidar, precisa ser investigada e algumas vezes melhorada, não devendo ser negligenciada nem pelo médico nem pelo paciente.

Para se atingir uma gravidez, é preciso tentar, tentar e continuar tentando.

Estatisticamente, quem tenta mais, tem mais chance de conceber, tanto naturalmente quanto por meio de tratamentos de reprodução assistida. 

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