quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Reprodução Assistida x Diabetes Gestacional

Sabe-se que fatores como: a idade materna avançada e gravidez múltipla, estão relacionados a uma maior probabilidade de diabetes gestacional.

 Como a idade média das mulheres que necessita de tratamentos de reprodução assistida é maior que a das mulheres que não precisam de tratamento e como as taxas de gravidez múltipla são maiores quando se usa reprodução assistida, parece haver uma maior associação entre diabetes na gestação e tratamentos para engravidar.

Recentemente, um estudo realizado na Austrália, pela Universidade de New South Wales e publicado na  Human Reproduction, revista mensal da ESHRE (Sociedade Européia de Medicina Reprodutiva e Embriologia), em setembro de 2013, demonstrou que esta relação, realmente, existe.

Neste estudo 11,7% das mulheres que se submeteram a tratamentos de reprodução assistida tinham mais de 40 anos, enquanto no grupo controle (o das mulheres que engravidaram sem tratamento) apenas 3,4% tinham mais de 40 anos. 

A probabilidade de desenvolver diabetes gestacional foi 28% maior nas mulheres que engravidaram após um tratamento de reprodução assistida, quando comparado com as mulheres que engravidaram espontaneamente. A presença de gemelaridade também aumentou a chance de desenvolver diabetes na gestação.

Esses resultados vão ao encontro de vários outros estudos já publicados.

É preciso que os casais, em especial as mulheres, não atrasem tanto a concepção. Postergar uma gravidez além dos 40 anos pode ser decisivo para o insucesso. O ideal seria que toda mulher buscasse sua primeira gravidez antes dos 35 anos, idade na qual a queda de fertilidade começa a ser rápida e brutal. 

Mesmo usando os tratamentos disponíveis, atingir uma gravidez pode ser uma tarefa extremamente difícil nas mulheres mais velhas, isso porque toda a reserva de óvulos já está definida ao nascimento e não pode ser alterada.Os óvulos envelhecem junto com a mulher e quanto mais velhos, menor sua capacidade de gerar embriões saudáveis.

A tendência de transferência única em ciclos de fertilização in vitro é algo corrente e atual, evita-se todos os inúmeros riscos ligados às gravidezes múltiplas, como o diabetes e as perdas gestacionais precoces. O que deve-se buscar é a gravidez única, engravidar de dois ou mais pode se tornar um grande pesadelo. O mundo caminha para transferências embrionárias únicas.

Assim, uma maior conscientização de não se atrasar tanto a gravidez e uma política de transferência única de embrião na fertilização in vitro são capazes de diminuir o risco excessivo de diabetes gestacional relacionado à reprodução assistida.

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