domingo, 24 de novembro de 2013

Endometriose x Qualidade de Vida


A endometriose é uma doença crônica, de difícil tratamento e que necessita de um controle durante toda a vida reprodutiva da mulher e algumas vezes até depois da menopausa.

Uma boa parte das mulheres com endometriose apresentará sintomas mesmo após ter sido submetidas a tratamentos clínicos e/ou cirúrgicos. 
Dados de estudos comprovam que este fato provocará neste grupo uma evidente redução da qualidade de vida.

Foi publicado, no último mês de outubro, um estudo na Human Reproduction (revista mensal da ESHRE - Sociedade Européia de Medicina Reprodutiva e Embriologia) que entrevistou 931 mulheres com endometriose e que haviam sido tratadas em centros especializados em 10 diferentes países. O estudo foi realizado em conjunto pelas Universidades de Maastricht e Leuven , na Holanda e na Bélgica, respectivamente.

Os seguintes resultados foram evidenciados: 51% da mulheres relataram que o seu dia-a-dia de trabalho é afetado pela endometriose, 50% responderam que, durante algum período de suas vidas, tiveram problemas de relacionamento conjugal em função desta patologia, 59% relataram dor menstrual (dismenorréia) mantida após os tratamentos, 56% apresentam dor durante ato sexual (dispareunia) e 60% continuam com dor pélvica crônica mesmo após os tratamentos.

Este estudo abrangeu um grande número de mulheres de diferentes países, em diferentes fases do tratamento da endometriose e comprovou que os sintomas acompanham as pacientes apesar dos tratamentos, provocando uma queda significante da qualidade de vida. 
Por esses motivos, o controle da endometriose tem que ser contínuo e realizado por um grupo multidisciplinar que vai muito além do ginecologista e necessita de psicólogos, nutricionistas, especialistas no tratamento da dor, sexologistas, entre outros.

Deve-se, portanto, tratar a endometriose como uma doença que afetará a mulher durante toda a sua vida reprodutiva. 

A melhor palavra para endometriose não é tratamento, mas CONTROLE.

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