quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Gravidez Múltipla - Epidemia na Era da Reprodução Assistida


No início dos anos 80, começo da era da reprodução assistida, houve um aumento de mais de cinco vezes do número de gravidezes múltiplas de três ou mais fetos. 
Entre o período de 1998 a 2003 ocorreu o maior aumento já registrado no número de gravidezes trigemelares ou quadrigemelares, alcançando, somente nos Estados Unidos, o número de 7600 nascimentos. 

Nesta época a ASRM - Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva e a SART - Sociedade de Tecnologia em Reprodução Assistida iniciaram uma série de esforços para se reduzir o número de gravidezes múltiplas, por meio da redução do número de embriões transferidos em ciclos de Fertilização in Vitro. 
Assim, de 2003 em diante houve uma queda acentuada das gravidezes múltiplas, até se atingir um platô (equilíbrio) em 2008.

Em 2009, os procedimentos de Reprodução Assistida foram responsáveis por menos de 20% das gravidezes duplas e por menos de 35% das gravidezes triplas, nos Estados Unidos. 

A redução das taxas de gravidezes múltiplas deve ser um dos objetivos principais da medicina reprodutiva. 
Existe, ainda, um grande debate sobre o que apresentaria maiores riscos: uma gravidez de gêmeos ou duas gravidezes simples, mas se sabe que a gravidez gemelar apresenta maior risco para abortamentos, tem seis vezes mais chance de parto pré-termo (prematuro) e dez vezes mais chances do recém-nascido apresentar baixo peso ao nascer e isso é responsável pela principal causa de mortalidade neonatal. 

A comunidade científica tem tentado atingir melhores taxas de sucesso, com maior segurança para as pacientes, buscando, constantemente, reduzir o número de gravidezes múltiplas, por meio de transferências com um único embrião, nos ciclos de Fertilização in Vitro.

O objetivo final dos tratamentos de Reprodução Assistida deve ser sempre a gravidez única. 

Dados desta pesquisa: 
CDC - Centers for Disease Control and Prevention, Estados Unidos. 
Publicado na Fertility and Sterility, revista da ASRM - Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva,  em Outubro de 2013.

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