sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Embriões Congelados x Embriões a Fresco



Atualmente, o uso do congelamento de óvulos e embriões está bem estabelecido e difundido. As taxas de gravidezes após transferência de embriões que estavam congelados são similares às taxas de embriões transferidos a fresco (que não foram congelados), com alguns estudos apontando taxas superiores para embriões descongelados, já que parece haver uma maior sincronia entre embrião e endométrio quando não se usam tantas medicações indutoras da ovulação, nos ciclos de fertilização in vitro.

Além disso, o congelamento de óvulos tem permitido a preservação de fertilidade em casos, como: pacientes com câncer que precisarão fazer quimioterapia e que poderão apresentar menopausa precoce e quando a mulher ou o casal pretendem adiar a gravidez por motivos profissionais.

Uma grande questão, ainda, sem uma resposta definitiva, é se a gravidez e as crianças nascidas após o uso de técnicas de congelamento teriam os mesmos resultados que os apresentados por ciclos tradicionais de fertilização in vitro (transferência de embriões sem uso da criopreservação).

Pensando nestes aspectos um grupo de pesquisadores de Milão e Roma, na Itália e da Universidade de Yale, em Connecticut, nos Estados Unidos publicaram um estudo na Fertility and Sterility, jornal da ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva), em agosto de 2013.

Eles analisaram um grupo de 855 pacientes que foi submetido a transferências de embriões a fresco e/ou após congelamento, ou seja, em alguns casos uma mesma paciente recebeu embriões frescos e em um outro ciclo posterior embriões após congelamento.

O estudo demonstrou e reforçou o conceito de segurança da criopreservação de óvulos e embriões, pois não demonstrou diferença entre a incidência de complicacões fetais e neonatais (recém nascidos) entre transferência de embriões frescos ou descongelados. Não houve, também, diferença nas taxas de prematuridade e malformações ao nascimento.

A taxa de malformações foi de 2,8% para embriões descongelados e de 4,6% para os embriões frescos, mas essa diferença não foi estatisticamente significativa. A única diferença significativa foi o peso ao nascimento que foi estatisticamente maior nos recém-nascidos provenientes de embriões descongelados.

Estes dados reforçam os já anteriormente publicados e suportam o uso da criopreservação de óvulos e embriões como uma alternativa possível e segura para os tratamentos de reprodução assistida. 

Talvez, em um futuro próximo, o congelamento venha a ser utilizado em praticamente todos os casos de fertilização in vitro.






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