sábado, 21 de dezembro de 2013

Idade paterna avançada e os riscos para a prole



Já é sabido, há tempos, que a idade materna avançada está relacionada com complicações gravídicas e que quanto maior a idade paterna, mais complicações, como: abortamentos, morte fetal, pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez) e baixo peso ao nascer, podem acontecer. 

Acha-se que a idade paterna avançada pode afetar negativamente o bom funcionamento da placenta e esta é fundamental para o bom desenvolvimento fetal.

Pensando nisso, um grupo de pesquisadores de Oslo, na Noruega, avaliou os efeitos da idade paterna no desenvolvimento placentário e publicou seus resultados na Human Reproduction, revista da Sociedade Européia de Medicina Reprodutiva e Embriologia (ESHRE), no mês de novembro de 2013. 

Foram avaliadas cerca de 600 mil gravidezes e constatou-se que existe um aumento do peso placentário com o aumento da idade do homem, sobretudo após os 50 anos. Além disso, quando a mãe apresentava mais de 45 anos o peso da placenta foi ainda maior.

O maior peso placentário parece estar ligado a resultados gravídicos adversos, como: pré-eclâmpsia, morte fetal, piores condições ao nascimento e aumento dos riscos do recém-nascido precisar de cuidados em unidades de terapia intensiva (UTI). Fora isso, parece haver um aumento do risco de desenvolver hipertensão arterial e doenças cardiovasculares na vida adulta. 

Mais uma vez, tem-se dados que demonstram os riscos de uma gravidez com idade avançada. 
Constata-se que tanto a idade do homem como a da mulher podem provocar diversos problemas, além da natural dificuldade de engravidar que ocorre nas idades mais avançadas. 

Esses efeitos adversos não podem ser corrigidos pelas técnicas de reprodução assistida. 

Infelizmente, têm-se, hoje, cada vez mais homens e mulheres adiando a concepção por motivos diversos. Sem dúvida nenhuma, o fator idade é hoje a causa mais difícil de infertilidade a ser tratada e a que traz mais problemas. 

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