sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Riscos da Gestação Gemelar


Dando sequência a uma série de artigos publicados aqui sobre os perigos da gravidez múltipla após reprodução assistida, seguem mais evidências dos possíveis danos causados pela gemelaridade.

A deprivação nutricional durante períodos críticos do desenvolvimento, como a gravidez, pode levar a alterações durante toda a vida. 

Dados demostram que um baixo peso ao nascimento está associado a um maior risco para problemas futuros, como: doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo II e menarca (primeira menstruação) e puberdade que pode ocorre precocemente quando comparada com crianças com peso normal ao nascimento. 

Um estudo realizado em Copenhage na Dinamarca e publicado na Human Reproduction, jornal da Sociedade Européia de Medicina Reprodutiva e Embriologia em Outubro de 2013 evidenciou que o baixo peso ao nascer em gestações gemelares está relacionado a um menarca mais precoce. Essa menarca precoce estaria também ligada a menores pesos da prole ao nascimento, assim como a uma menarca também precoce nas descendentes. 

Vivemos a era da reprodução assistida, uma época de epidemia de gestações gemelares. Pode-se dizer que nunca antes na história da medicina houve uma interferência tão grande no ambiente intrauterino, devido à grande quantidade de gravidezes múltiplas após os tratamentos de reprodução assistida, levando a muitos nascimentos abaixo do peso ideal, causando tantas alterações no futuro.

Mais uma vez, vê-se que o esforço em se buscar a transferência embrionária única deve ser encarada como o objetivo final dos tratamentos de reprodução assistida. 

A busca pela implantação perfeita deve ser encarada como algo definitivo e real. Com tantos dados na literatura médica demonstrando os efeitos negativos da gemelaridade, deve-se a todo custo evitar as transferências múltiplas que resultam em gestações gemelares e micro-ambientes uterinos mais hostis aos fetos. 


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