sexta-feira, 28 de março de 2014

Infertilidade - Causas Raras II - Síndrome de Rokitanski


A síndrome de Mayer-Rokitanski-Küster-Hauser caracteriza-se pela ausência congênita (quando se nasce com a alteração) do útero e da parte superior da vagina (estruturas müllerianas). Pode estar associada a malformações renais, esqueléticas, auditivas e até cardíacas e em alguns casos pode haver um útero subdesenvolvido (hipoplásico). Não se sabe com certeza qual a sua causa, mas acha-se que seja devido a alterações genéticas. 

A mulher com esta síndrome apresenta ovários normais, com suas unidades funcionais (folículos primordiais-óvulos), manifesta todas as características sexuais secundárias (pêlos, mamas e normal desenvolvimento puberal), porém pela ausência de útero, não apresenta a primeira menstruação (amenorréia primária) e não conseguirá engravidar. 

Uma causa rara de infertilidade, que faz parte das chamadas malformações Müllerianas. 

O tratamento para restabelecer a fertilidade consiste em utilizar um útero de substituição (barriga de aluguel). A paciente se submete a uma fertilização in vitro, com transferência dos seus embriões para o útero de uma parente de até quarto grau, que gestará em seu lugar. Pela ausência de parte da região vaginal, torna-se, algumas vezes, necessária a confecção de uma neovagina (expansão da região vaginal) para que a mulher portadora possa ter atividade sexual dentro dos limites da normalidade.

Mais recentemente, uma nova opção surge como uma promessa futura de tratamento para estes casos: o transplante uterino. 

A primeira criança nascida de transplante uterino foi em 2013, quando uma mulher com síndrome de Rokitanski teve um útero implantado em sua pelve e engravidou após a transferência de embriões seus, obtidos por fertilização in vitro. Isto aconteceu na Turquia e abre uma porta para o tratamento futuro dos problemas de formação uterina, além de outros problemas que podem afetar o útero, como: miomas e cânceres. 

Com o avanço das técnicas de reprodução assistida e o advento do transplante uterino, as possibilidades para se restaurar a fertilidade nas malformações Mullerianas são e serão cada vez mais promisssoras. 

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