segunda-feira, 30 de junho de 2014

Lições dos antigos sobre a fertilidade natural em função da idade feminina

Foi publicado recentemente na revista Human Reproduction (uma das mais importantes revistas científicas na área de medicina reprodutiva) um estudo bem interessante falando da influência da idade da mulher sobre o potencial reprodutivo feminino. Não traz novidades, mas inova na forma como foi executado e assume força de consolidar conhecimentos notórios entre especialistas.
O trabalho intitulado Too old to have children? Lessons from natural fertility populations, de autoria do holandês Marinus Eijkmans e colaboradores, propõe-se a construir uma curva para determinar a capacidade biológica da mulher para ter filhos em função da idade. Com as limitações de uma análise de populações que viveram até 2 séculos atrás, revela sua força aos estudar cerca de 58 mil mulheres entre canadenses, alemãs, holandesas, francesas e norte-americanas.

A curva apresentada demonstrou que o potencial reprodutivo cai progressiva, mas lentamente, até um ponto entre 35 e 40 anos, depois do qual cai de forma rápida, num padrão semelhante ao observado em estudos menores, incluindo os que interessam as técnicas de inseminação artificial e reprodução assistida.

Os autores, assim, recomendam que mulheres com idade entre 32 e 34 anos não esperem muito para dar início à constituição da prole, principalmente quando desejam mais de um filho. Mas questionam o pessimismo exagerado, comum entre as mulheres com mais 35 anos de idade. Para eles, sem mais qualquer adiamento, mulheres com menos de 40 anos ainda teriam boas as chances de sucesso reprodutivo.

Fica a dica!
Texto de autoria do Dr. Bruno Ramalho.



Fonte: Eijkmans et al. Human Reproduction, Vol.29, No.6 pp. 1304–1312, 2014.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Estresse aumenta o risco de Infertilidade?

Essa é uma pergunta antiga e uma constatação atual.

Sabe-se que altos níveis de estresse estão associados a um tempo mais longo para se atingir uma gravidez. Isto é, estresse e reprodução estão relacionados.

Para analisar esta relação, pesquisadores de Michigan e do Texas, nos Estados Unidos, avaliaram 401 casais entre 2005 e 2009 e publicaram os dados de sua pesquisa na Human Reproduction, a revista mensal da ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia), em maio de 2014.

As mulheres com os maiores níveis de estresse apresentaram 29% de redução na sua taxa de fecundidade, ou seja, na sua capacidade de engravidar espontaneamente, quando comparadas com as mulheres com baixos níveis de estresse. Este fato aumentou em duas vezes o risco de infertilidade. 
A avaliação do nível de estresse foi feita através da análise da amilase (uma enzima, substância que atua na quebra de proteínas e está relacionada aos níveis de estresse) na saliva.

Esta é mais uma pesquisa que demonstra os efeitos negativos do estresse na fertilidade. Combater o estresse é importantíssimo para se ter um equilíbrio maior e para se atingir mais facilmente uma gravidez.