sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Embolização de miomas




Os miomas uterinos são tumores benignos do útero que estão associados à dor pélvica, sangramentos excessivos e infertilidade. Existem várias formas de tratamento, desde cirurgias ao uso de medicações, entre outras, como: a embolização e o uso de ondas de ultrassom. 

A embolização de miomas não é uma técnica recente, entretanto muitas dúvidas existem com relação a seus resultados futuros. Trata-se do uso de microesferas que terão a função de bloquear o fluxo sanguíneo para o mioma. Assim o mioma sem irrigação sanguínea sofre um processo de degeneração (morte), diminui de tamanho e deixa de causar problemas.
Uma das maiores dúvidas é quanto à preservação da fertilidade futura após uma embolização. 

Baseando-se nisso, pesquisadores da Universidade Católica Del Sacro Cuore, em Roma investigaram as possíveis complicações da embolização de miomas, os dados desta pesquisa foram publicados em setembro de 2014 na Human Reproduction, a revista da ESHRE (Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia). 

Foram analisadas 288 mulheres submetidas a embolização. Dessas, 48 (16,6%) mulheres tiveram complicações num período de cinco anos. A maior taxa de complicação foi a expulsão do mioma (39%), que foi espontânea em 68% das vezes e precisou de intervenção médica em 32% dos casos. Oito (3% do total) dessas mulheres precisaram realizar outro procedimento, como: histeroscopia para miomectomia (retirada do mioma) ou ressecção de aderências e laparoscopia para miomectomia, ou seja, a embolização ou não foi suficiente para resolver o caso ou causou lesões no endométrio (sinéquias uterinas - cicatrizes que podem dificultar muito uma gravidez) nesses  poucos casos, um detalhe importante é que a presença de miomas submucosos (miomas localizados na camada interna do útero) foi um fator que aumentou em duas vezes o risco de complicações. 

Como conclusão, tem se que a embolização é segura, com baixas taxas de complicações, assim esta técnica pode ser utilizada, mas deve-se infividualizar cada paciente e sempre se deve levar em conta a preservação do futuro reprodutivo da mulher, se assim for preciso.

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