quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Risco de Câncer x Reprodução Assistida


Uma pergunta muito frequente feita pelos casais que se submeterão a um tratamento de reprodução assistida (RA), como uma fertilização in vitro, é sobre o risco de malformações e problemas futuros, como a incidência de câncer, para os filhos. 

Apesar dos dados serem incongruentes e de, até os dias atuais, não existirem dados suficientes para se estabelecer uma relação, muitas pesquisas são realizadas na tentativa de se obter uma resposta definitiva. 

Um recente estudo (publicado em setembro deste ano na revista da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia), realizado nos países nórdicos: Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega, analisou o risco de câncer em crianças e adultos jovens concebidos após tratamentos de reprodução assistida. Foram avaliados dados de 1982 até 2007, de 92000 crianças nascidas após tratamentos de reprodução assistida. 

Não houve um aumento das taxas gerais de câncer entre crianças após tratamentos de reprodução assistida quando comparados com crianças após concepção espontânea. A leucemia foi o tipo de câncer mais comum, mas não houve diferença entre os dois grupos. Entretanto, houve uma incidência um pouco maior de câncer de sistema nervoso central e de tumores de pele (como os melanomas) em crianças após tratamentos de RA, no entanto esses dados devem que ser analisados com cautela, já que foram achados isolados. 

Alguns estudos já demonstraram um risco aumentado para leucemia, câncer de fígado (hepatoblastoma) e rabdomiosarcoma (um câncer de células musculares) após tratamentos de RA, mas não há consenso e a conclusão é a mesma: não há risco geral aumentado para câncer em criancas nascidas após tratamentos de RA. O que podemos concluir é que em termos gerais não há um risco aumentado, muito embora, em determinados casos possa haver uma tendência de aumento do risco de certos cânceres, mas todas as conclusões para isso ainda são pouco claras.

Os pesquisadores deste estudo concluiram que estas informações podem ser consideradas tranquilizadoras para os casais que realizarão um procedimento de reprodução assistida, assim como para os médicos especialistas. Esperemos que num futuro próximo todas essas incertezas sejam sanadas. 



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