segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Preservação da Fertilidade: Falta Informação



Nos dias atuais, a popularização das técnicas de reprodução assistida permite com uma segurança alta a preservação da fertilidade, quando esta é necessária por diversos motivos.


As técnicas de congelamento de óvulos, espermatozóides e embriões permitem a homens e mulheres uma garantia importante na preservação de suas fertilidades para o futuro. As indicações são diversas, desde pessoas que se submeterão a tratamentos para cânceres, como quimioterapia e radioterapia (tratamentos que tem grande potencial em destruir óvulos e espermatozóides), até os homens e sobretudo mulheres que por um motivo ou por outro, não desejam concepção até atingir idades mais avançadas, como por exemplo, após os 35 anos. Lembrando que após os 35 anos a redução da fertilidade feminina acontece rapidamente e que após os 37/38 a fertilidade cai em queda livre, após os 40 anos as coisas ficam realmente complicadas. Toda essa perda de fertilidade pode ser resolvida com o congelamento precoce de gametas, mas para isso é preciso haver uma conscientização concreta não só dos pacientes, mas dos próprios médicos.

Baseado nesses dados, pesquisadores holandeses, realizaram um estudo e o publicaram em julho deste ano na Human Reproduction, a revista da Sociedade Européia de Reprodução Humana.

A pesquisa demonstrou que com a devida orientação, a maioria das pacientes entendeu a importância de preservação de suas fertilidades, no caso específico deste estudo, previamente a tratamentos para doenças malignas, além disso esta pesquisa observou que as principais razões para o desejo de preservar a fertilidade, foram o desejo futuro de ter filhos e a compressão da queda da fertilidade após uma quimioterapia ou radioterapia.

Diante disso, vemos que se bem informadas, a grande maioria das pacientes apostaria no congelamento de suas células reprodutivas. Isso é muito, mas muito importante, sobretudo quando levamos em consideração o desejo de se postergar a gravidez após os 35 anos de idade femininos.

Preservar a fertilidade é algo real e possível, basta ter as informações corretas e querer. A medicina reprodutiva está aí pra nos ajudar.

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